terça-feira, 12 de setembro de 2017

As Dubias calaram o Pontificado

Editorial: No sétimo dia do Cardeal Carlo Caffarra.

Por FratresInUnum.com – 12 de setembro de 2017
“Nós não compartilhamos em absoluto aquela posição de quantos consideram que a Sede de Pedro está vacante”. Foram estas as marcantes palavras do arcebispo emérito de Bolonha, há sete dias falecido, o Cardeal Carlo Caffarra, em sua última carta pública ao Papa Francisco, carta em que pedia uma audiência, audiência que foi negada.
A frase é, em si mesma, muito misteriosa, considerando-se o fato de que Caffarra foi um dos eleitores do último conclave. Como assim? Existe alguém que tenha participado daquele conclave e que cogita a possibilidade de uma eleição ilegítima? Intrigante!
Sua carta revela a lealdade de quem fala com clareza ao seu superior, sem bajulações descabidas nem desrespeitos levianos.
Contudo, não deixa de causar espanto que, em apenas dois meses, dois dos quatro signatários dos dubia tenham morrido.
Aqui, obviamente, não queremos conjecturar nenhuma hipótese criminal, tal como o envenenamento ou outro tipo de homicídio discreto. Afinal de contas, esses usos deixaram de ser adotados, digamos, há algumas décadas, excetuando-se, talvez, o caso de João Paulo I. A propósito, diz-se que, quando tornou-se emérito, o Cardeal Medina transferiu-se imediatamente para o Chile, alegando que se sentia mais seguro lá que em Roma. Mas, enfim, são métodos ultrapassados!
Também não queremos apelar ao argumento ad macumbam, ainda que o recurso à feitiçaria fosse bastante recorrente por parte de certos hierarcas da antiguidade, sobretudo durante do Renascimento. Mesmo que o diabo ande às soltas, esse tipo de premissa preternatural não seria tão facilmente demonstrável.
Preferimos pensar tratar-se de desgosto, mesmo! Como dizem os italianos, o velho crepacuore. Desgosto por ter dado a vida inteira pela defesa da santidade do matrimônio e da sacralidade da vida e ver estas duas colunas sendo continuamente profanadas durante o pontificado atual, desgosto por ver a doutrina moral católica totalmente refém do relativismo de um magistério dialético, tão monstruoso como um dragão de sete cabeças, desgosto por ser desprezado na idade anciã, justo por um papa que considera que um dos piores males dos tempos atuais é o abandono dos idosos.
A morte do Cardeal Caffarra silencia a voz de um confessor da fé, talvez do principal dentre os quatro que se levantaram para, com toda a franqueza e abertura que Francisco vive protestando dever existir na Igreja, apresentar-lhe a perplexidade de fieis católicos do mundo inteiro que se sentem desorientados com a atual confusão. Por isso, é natural que alguém se pergunte se o seu falecimento não significaria o fim dos dubiae a completa derrota da posição católica.
Nossa opinião é um estrondoso “não!”, pois, embora a púrpura cardinalícia tenha alguma força, mais forte que ela é o poder da verdade, poder que constrangeu Francisco ao silêncio!
Francisco não pode responder aos cinco dubia. Ele não passa pela prova evangélica do “sim, sim; não, não”. Ele renunciou conscientemente à nitidez da verdade e aderiu, também conscientemente, aos tons de cinza do antagonismo doutrinal.
Esse pontificado acabou. Francisco renunciou tacitamente a ser magister, mestre da Igreja Católica. Seu compromisso não é com suas ovelhas, Ele “não pensa como Deus, mas como os homens”. Não à toa, o Cardeal Müller afirmou que no Vaticano “hoje, a diplomacia e as questões de poder têm prioridade” em relação à verdade.
O silêncio de Francisco é a vitória dos quatro cardeais. Podem todos morrer, mas a eloquência do silêncio de suas vozes jamais sobrepujará o ensurdecedor grito do silêncio de Francisco.
“Nós não compartilhamos em absoluto aquela posição de quantos consideram que a Sede de Pedro está vacante”, dizia o Cardeal Caffarra. De fato, há alguém ali sentado: Francisco não renunciou ao seu ofício, mas renunciou exercê-lo.
Caffara, embora morto, vive. Francisco, embora vivo, escolheu morrer!
Via: Fratres In Unum 

sábado, 9 de setembro de 2017

Reforma Litúrgica de Francisco a partir de Outubro

Vem aí a reforma litúrgica ao estilo Papa Francisco, com o Motu Proprio Magnum principium sobre liturgia, a entrar em vigor a partir de 1 de Outubro. O Papa Francisco com esse ato jurídico ressuscita novamente o espírito do concílio que estava praticamente sepultado pelo Papa Bento XVI, que tem seu trabalho aos poucos sendo destruído. Com isso o Papa Francisco flexibiliza a relação Santa Sé-Conferências episcopais na tradução dos textos litúrgicos (Leia-se mais poder as igrejas nacionais, menos influência de Roma). Confira abaixo a matéria divulgada nos meios oficiais da Santa Sé:


O motu proprio do Papa Francisco «Magnum principium» - Para continuar a renovação da vida litúrgica
A oração litúrgica tem que se «adaptar à compreensão do povo» para ser plenamente vivida, com um estilo expressivo, fiel aos textos originários, mas capaz de comunicar o anúncio de salvação em qualquer contexto linguístico e cultural. E com o objetivo de favorecer a participação de todos na liturgia «de maneira consciente, ativa e proveitosa», como recomendavam os padres do Vaticano II na constituição Sancrosanctum concilium de 1963. São estas as intenções que levaram o Papa Francisco, com base no trabalho de uma comissão de bispos e peritos por ele instituída, a modificar o cânone 838 do Codex iuris canonici relativo à publicação dos livros litúrgicos e às suas versões nas diversas línguas.
Com o motu proprio Magnum principium, com data de 3 de setembro, que entrará em vigor a 1 de outubro próximo, o Pontífice coloca-se mais uma vez no sulco do «renovamento de toda a vida litúrgica» empreendido pelo Vaticano II. E por isso indica a oportunidade de que «alguns princípios transmitidos desde a época do Concílio sejam reafirmados mais claramente e postos em prática» no campo da tradução dos livros litúrgicos. Matéria delicada e difícil, como demonstram o debate aceso destes decénios e os problemas específicos que surgiram do trabalho realizado sobre os textos. Trabalho orientado e regulado pelos critérios sugeridos de tempos a tempos por alguns documentos normativos fundamentais, em particular pelas instruções Comme le prévoit de 1969 e Liturgiam authenticam de 2001.
Ponto-chave do motu proprio é a relação entre Sé Apostólica e conferências episcopais na preparação e na tradução dos textos litúrgicos. E precisamente para «tornar mais fácil e frutuosa» a sua colaboração, através de um clima de «confiança recíproca, vigilante e criativa», o Papa reformula o cânone em questão, definindo em particular a distinção entre «revisão» (recognizio) e «confirmação» (confirmatio). Ambas as tarefas são de competência da Sé Apostólica.
A primeira tem por critério a verificação da fidelidade ao rito romano e à sua substancial unidade. E consiste numa obra de «revisão» e avaliação das adaptações que cada conferência episcopal pode fazer aos textos litúrgicos, a fim de valorizar as legítimas diversidades de povos e etnias no culto divino. A segunda é relativa às traduções preparadas e aprovadas pelos bispos para as regiões de sua competência. Sobre estas a Sé Apostólica exerce unicamente um ato de «confirmação», ratificando em substância o trabalho dos episcopados e obviamente pressupondo a sua fidelidade e a correspondência das versões ao texto litúrgico original.
Via: L’Osservatore Romano

sábado, 2 de setembro de 2017

Caso do Padre Rodrigo Maria [Culpa ou perseguição]


 Nova nota da Diocese de Cidade do Leste divulgada neste sábado

Carta enviada por um leitor:

Em defesa da fé e da verdade!
Caríssimos, recentemente a Diocese de Ciudad del Este lançou uma nota em que privara o padre Rodrigo Maria (fundador de uma comunidadereligiosa) de exercer seu ministério sacerdotal fora de sua paróquia (Sgd Coração de Jesus) e o proibira de publicações na Internet.
O próprio padre explicou a nota de seu bispo em sua última aparição no facebook, dizendo que por pressões de grupos contrários a ele, seu bispo diocesano o pediu para que dedicasse seu ministério apenas (exclusivamente) na Paróquia Sagrado Coração de Jesus da Diocese de Ciudad del Este, onde o padre é incardinado e presta toda e total obediência ao seu pastor, ao contrário do que muitos espalham, dizendo que o padre não é obediente a Igreja. Padre Rodrigo sempre foi obediente a Santa Igreja, durante os anos que esteve a frente de uma comunidade religiosa, e onde sofreu várias perseguições, principalmente em uma diocese do estado de Goiás, proibido de assumir o nome da fraternidade em direito civil e religioso no estado de Goiás, em tudo isso o padre sempre obedeceu, se afastou de Goiás e foi muito bem acolhido no Paraguai por Dom Rogelio Livieres (RIP), e lá está incardinado até hoje. Algumas coisas na história são necessárias virem a público aqui.
Nos anos de 2013 e 2014, por base de denúncias de ex-membros da comunidade e por pressão de certos bispos incomodadas pelo conservadorismo da comunidade, Roma decreta uma "Visita Apostólica" e após essa visita decisões foram tomadas que mudaram totalidade os rumos dessa comunidade: foi pedido que o Padre Rodrigo não tivesse contato algum com os membros da comunidade, para que os membros não se sentissem "ameaçados" e "amedrontados" para contarem possíveis "crimes" do padre, entretanto por parte dos membros nenhuma denúncia fora recebida.


Com a saída do Padre Rodrigo da comunidade, alguns membros mais fiéis ao coração do fundador, saem também e se lançam em uma nova fundação, já que tais membros queriam se manter fiéis ao espírito fundacional e esse direito estava privado.

Pois bem caríssimos, esses mesmos que sempre defenderam o padre, quando houve a investigação canônica na primeira comunidade, nada disseram contra e pelo contrário foram a uma nova experiência comunitária. Estes são os mesmos que hoje o acusam, vomitam ódio e todo tipo de blasfêmias e injúrias, o chamam de "vagabundo", "estuprador", "canalha", "mentiroso", tudo isso após a Igreja sumprimir o ramo religioso e todos esses membros terem que voltarem para suas casas.

Mas se sabiam que o padre era tudo isso mesmo, por que não o denunciaram antes? Por que se lançaram numa nova fundação? Por que é que somente quando o Padre Rodrigo é privado de usar a internet, que as acusações vêm a tona, quando o mesmo não poderá se defender?

Por que o que sempre foi mentira passou a ser verdade de uma hora pra outra e somente para um grupinho de revoltados?
"Caríssimos, a mentira repetida mil vezes, não pode ser verdade..."

Rezemos, pois, ao Imaculado Coração da Virgem Maria que tanto é ultrajado com essas injúrias a um sacerdote e advinda por pessoas consagradas, que não deixa mais a Igreja ser tão maculada e ultrajada através de tais blasfêmias



Per Deum et per Regina!

Salve Maria!

domingo, 20 de agosto de 2017

Núncio Apostólico celebrou Missa Tridentina

O Núncio Apostólico no Brasil Dom Giovani D'Aniello (Representante do Papa) celebrou na noite deste Sábado(19/08) um Pontifical Solene no Rito Tridentino na cidade de Campos dos Goytacazes/RJ  por ocasião dos 15 anos da Administração Apostólica. Um fato histórico para o Catolicismo no Brasil onde a mais alta autoridade eclesiástica do país celebra o rito que embora tenha sido totalmente liberado pelo Papa Bento XVI ainda sofre muitos preconceitos no Clero Brasileiro. O Pontifical ainda foi assistido pelo Cardeal Dom Orani Tempesta e por diversos bispos amigos do Rito. CONFIRA ALGUMAS IMAGENS:
















Imagens: PASCOM da Administração Apostólica, Mídias Sociais (Ines Palagar, Júlio Cesar, Cristóvão Pacheco, Pe. Silvano)

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Cardeal Burke explica correção que será aplicada ao Papa


Uma vez que o Papa Francisco optou por não responder às 5 questões sobre se a exortação apostólica 'Amoris Laetitia' está em conformidade com os ensinamentos católicos, torna-se “necessária” uma “correcção” das orientações em que o seu ensinamento se afasta da fé católica, disse o Cardeal Raymond Burke numa nova entrevista.

O Cardeal, que é um dos quatro que, há quase um ano, assinaram os Dubia para pedirem ao Papa a clarificação dos seus ensinamentos, explicou, em entrevista ao The Wanderer, como prosseguiria o processo para a realização de uma “correcção formal”.

“Parece-me que a essência da correcção é bastante simples”, explicou Burke. “Por um lado, define-se o ensino claro da Igreja; por outro lado, é apresentado o que é realmente ensinado pelo Pontífice Romano. Se houver uma contradição, o Pontífice Romano é chamado a corrigir o seu próprio ensinamento em obediência a Cristo e ao Magistério da Igreja”, afirmou.

“Levanta-se a questão: Como seria isso feito? É feito muito simplesmente por uma declaração formal à qual o Santo Padre seria obrigado a responder. Os cardeais Brandmüller, Caffarra, Meisner e eu usamos uma antiga prática da Igreja para propor os Dubia ao Papa”, continuou o Cardeal.

“Isso foi feito de uma forma muito respeitosa e não de modo agressivo, a fim de dar-lhe a oportunidade de afirmar o ensino imutável da Igreja. O Papa Francisco escolheu não responder aos cinco Dubia, portanto agora é necessário simplesmente afirmar o que a Igreja ensina sobre o casamento, a família, actos intrinsecamente maus e assim por diante. Estes são os pontos que não são claros nos actuais ensinamentos do Pontífice Romano; portanto, esta situação deve ser corrigida. A correcção incidiria então principalmente sobre esses pontos doutrinários”, acrescentou.

No ano passado, os quatro cardeais trouxeram a público as suas perguntas (Dubia) depois que o Papa não lhes ter dado uma resposta. Eles esperavam que, respondendo às suas cinco perguntas de sim-ou-não, o Papa dissiparia o que eles chamavam de “incerteza, confusão e desorientação entre muitos fiéis” decorrentes da controversa exortação.

Em Junho, os 4 cardeais publicaram uma carta dirigida ao Papa na qual pediram, sem sucesso, uma audiência privada para discutir “a confusão e a desorientação” existente dentro da Igreja devido à exortação.

A exortação tem sido usada por vários bispos e grupos de bispos, incluindo os da Argentina, Malta, Alemanha e Bélgica, para emitir directrizes pastorais que autorizam que a Comunhão seja dada a católicos divorciados-civilmente-recasados a viver em adultério. Mas os bispos do Canadá e da Polónia emitiram declarações, com base na leitura do mesmo documento, proibindo tais casais de receber a Comunhão.

O Papa Francisco não entrou ainda em diálogo com os três restantes cardeais.

Burke afirmou na entrevista ao The Wanderer que o Papa é o “princípio da unidade dos bispos e de todos os fiéis”. “No entanto, a Igreja está a despedaçar-se neste momento com confusão e divisão”, disse ele. “O Santo Padre deve ser chamado a exercer o seu ofício para pôr fim a isto”, acrescentou.

Se o Papa mantiver a sua recusa em responder aos Dubia, o “próximo passo seria uma declaração formal reafirmando os ensinamentos claros da Igreja, conforme o estabelecido nos Dubia“, disse Burke.

“Para além disso, seria declarado que essas verdades da Fé não estão a ser afirmadas com clareza pelo Pontífice Romano. Por outras palavras, em vez de colocar as perguntas conforme foi feito nos Dubia, a correcção formal daria as respostas de forma clara, em conformidade com o que os ensinamentos Igreja”, acrescentou.

É  amplamente consensual que os Cardeais, seguindo as doutrinas da Igreja sobre o casamento, a confissão e a Eucaristia, responderiam às cinco perguntas de sim-ou-não deste modo:

Seguindo as afirmações da Amoris Laetitia (n. 300-305), um casal adúltero habitual pode obter a absolvição e receber a Sagrada Comunhão? NÃO

Com a publicação da Amoris Laetitia (ver n. 304), ainda se pode considerar válido o ensinamento de São João Paulo II, na Veritatis Splendor, de que existem “normas morais absolutas que proíbem actos intrinsecamente maus e que são vinculantes sem excepções”? SIM

Depois da Amoris Laetitia (n. 301), ainda se pode afirmar que o adultério habitual pode ser uma “situação objectiva de pecado grave habitual”? SIM

Após as afirmações de Amoris Laetitia (n. 302) são os ensinamentos de João Paulo II na Veritatis Splendor ainda válidos de que “circunstâncias ou intenções nunca podem transformar um ato intrinsecamente desonesto pelo seu objecto, num acto ‘subjectivamente’ honesto ou defensível como opção”? SIM

Depois da Amoris Laetitia (n. 303), ainda é necessário considerar válido o ensinamento da encíclica Veritatis Splendor de São João Paulo II “que exclui uma interpretação criativa do papel da consciência, e afirma que a consciência jamais está autorizada a legitimar excepções às normas morais absolutas que proíbem acções intrinsecamente más pelo próprio objecto”? SIM

O Cardeal Burke afirmou que os fiéis católicos que estão frustrados com a liderança do Papa Francisco na Igreja não devem considerar alguma ideia de “cisma”. “As pessoas falam de um cisma de facto. Eu sou absolutamente contrário a qualquer tipo de cisma formal – um cisma nunca pode ser correcto”, disse ele.

“As pessoas podem, no entanto, estar a viver numa situação cismática se o ensino de Cristo foi abandonado. A palavra mais apropriada seria a única que Nossa Senhora usou na sua Mensagem de Fátima: apostasia. Pode haver apostasia dentro da Igreja e, de facto, é o que está a acontecer. Relacionado com a apostasia, Nossa Senhora também se referiu à falha dos pastores em manter a Igreja unida”, acrescentou.

Peter Baklinski in LifeSiteNews 
Tradução: odogmadafe.wordpress.com
Via: Senza Pagare

sábado, 29 de julho de 2017

IBP fez peregrinação até Aparecida do Norte

Registro da Peregrinação do Instituto do Bom Pastor até Aparecida do Norte demostrando seu amor a Rainha do Brasil. A peregrinação teve seu ponto máximo com a Missa Pontifical Solene na Basílica Velha celebrada por S.E.R Dom Fernando Guimarães (Arcebispo Militar do Brasil)  e depois com a veneração da imagem da Virgem no Santuário Nacional. 





Via: Meios oficiais do Instituto do Bom Pastor Brasil 

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Santa Sé recorda que Bispos celebrem a Missa Tridentina Pontifical apenas com Diáconos e Subdiáconos


Resposta da Pontifícia Comissão "Ecclesia Dei"


Oferecemos aos nossos leitores uma resposta da Pontifícia Comissão “Ecclesia Dei” a algumas questões referentes à Missa celebrada por um Bispo.

Confira a Carta resposta:
Confira uma tradução livre:

Prot. N. 39/2011L - ED                                                        14 de junho de 2017

Caríssimo Senhor,

Esta Pontifícia Comissão agradece por sua Carta de 23 de Março de 2017 na qual foram levantadas várias questões relacionadas à possibilidade do Bispo celebrar uma Missa Cantada sem os ministros sagrados (a chamada Missa Pontifical Cantada”) de acordo com a Forma Extraordinária.

Em resposta, este Dicastério deseja sublinhar que, de acordo com o Motu Proprio Summorum Pontificum e a Instrução Universae Ecclesiae, os livros litúrgicos da Forma Extraordinária são os que estavam em vigor em 1962. Ditos livros não preveem a possibilidade de um Bispo celebrar a Missa Cantada sem a assistência dos ministros sagrados. Em vez disso, de acordo com esses livros, os Bispos podem celebrar a Missa Rezada (também conhecida como Missa Prelatitia) ou a Missa Pontifical com a assistência dos ministros necessários.

Esperando que o que dissemos acima responda suas perguntas, permanecemos com os melhores desejos de oração.

Sinceramente em Cristo,

O Secretário da Pontifícia Comissão “Ecclesia Dei”

PHILIPPINES

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N.T: Quando se diz "Missa Cantada" entenda-se a Missa Solene do Bispo (e não a Missa Cantada de um simples sacerdote). 

Via: Blog Forma Extraordinária do Rito Romano

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Dom Athanasius Schneider celebra Missa Tridentina no Santuário de Fátima

Hoje, 14 de Julho de 2017, SER o Sr. D. Athanasius Schneider celebrou Missa Antiga na Basílica da Santíssima Trindade, no Santuário de Fátima. Acorreram mais de 150 pessoas, portuguesas e não só. Vários sacerdotes e religiosos assistiram à Missa, com bastante piedade, assim como os demais fiéis. Apresentamos aqui algumas fotografias da Santa Missa. A celebração do centenário da aparição de Julho da Virgem Santíssima foi marcada pela presença dos bispos da antiga URSS. Rezemos, então, pela conversão da Rússia, prometida por Nossa Senhora há 100 anos na Cova da Iria.







Via: Senza Pagare

terça-feira, 11 de julho de 2017

Núncio Apostólico do Brasil celebrará Missa Tridentina em Agosto

A Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, tem a honra de convidar os Bispos, Sacerdotes, Seminaristas, Religiosos (as), e todos os fiéis em geral para a Santa Missa Pontifical em Ação de Graças Pelos 15 anos da Administração Apostólica e Ordenação Episcopal de Dom Fernando Arêas Rifan, no dia 19 de agosto de 2017, às 18:00 horas
Santa Missa Pontifical celebrada por S. Exª. Revmª. Dom Giovanni d’Aniello,
Núncio Apostólico do Brasil
Na Igreja Principal da Administração Apostólica,
Paróquia do Imaculado Coração de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.
Av. Visconde de Alvarenga, 354/386 28053-000 – Parque Leopoldina
Campos dos Goytacazes, RJ
Esta nota foi divulgada oficialmente pelos meios de comunicação da Administração Apostólica. Dom Giovanni d'Aniello é o representante civil e canônico direto do Papa em território brasileiro e celebrará em ação de graças pelos 15 anos do acordo entre a Santa Sé e os Padres de Campos, na qual resultou a criação da Administração Apostólica que recebeu a faculdade de  celebrar todos os sacramentos conforme a liturgia em vigor antes do Concílio Vaticano II. 

sexta-feira, 7 de julho de 2017

"Orgia gay e drogas" Polícia do Vaticano acaba com festa, secretário de Cardeal progressista envolvido


Embora tenha acontecido há 2 meses, o escândalo chegou agora aos meios de comunicação social: A Gendarmeria Vaticana (a polícia do Estado do Vaticano) fez uma rusga a um apartamento no qual se deparou com uma "orgia gay" acompanhada de grandes quantidades de drogas, nomeadamente cocaína. 

Foi imediatamente detido o habitante do dito apartamento, e responsável pela "festa", Mons. Luigi Capozzi, de 49 anos. Mons. Capozzi é o secretário do Presidente do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, Cardeal Francesco Coccopalmerio. O Cardeal Coccoplamerio, de 79 anos, fez, no passado, declarações enaltecendo os aspectos positivos dos "casais" de pessoas do mesmo sexo, contra o que ensina o Catecismo. Mais recentemente, escreveu um livro no qual defende que a Amoris Laetita, a exortação apostólica do Papa Francisco sobre a Família, deve ser interpretada no sentido de permitir os sacramentos aos "divorciados recasados", algo que iria contra o que a Igreja defendeu nos últimos 2000 anos, em obediência ao que lhe ensinou Jesus Cristo.

O apartamento em questão faz parte do 'Palazzo del Sant'Uffizio', que se encontra fora dos muros do Vaticano. Por tal, a porta do Palácio escapa ao controle tanto da Guarda Suíça como da Gendarmeria. Isto permitia a entrada constante de pessoas estranhas àquele edifício, pessoas essas que se dirigiam invariavelmente ao apartamento em questão. Este entra e sai permanente incomodou os restantes habitantes, quase todos Cardeais ou Monsenhores que trabalham no Vaticano, e levou a que fossem feitas várias queixas junto da Gendarmeria.

Foram essas queixas que estiveram na origem da rusga feita ao apartamento, que foi executada apenas pela polícia vaticana, e não pela polícia italiana, porque o edifício é extra-territorial em relação ao território italiano.

Mons. Capozzi foi conduzido pela Gendarmeria a uma clínica de reabilitação, para lutar contra a toxicodependência, e está agora num longo retiro, algures em Itália, certamente para pensar na vida.

Convém relembrar que os seminários têm instruções claras para expulsar imediatamente qualquer seminarista que apresente tendências homossexuais, o que infelizmente nem sempre acontece. Por causa disso a imagem da Igreja fica manchada com os abusos sexuais de sacerdotes a rapazes adolescentes (os famosos casos de "pedofilia") e com escândalos como este que acontecem no coração da Igreja, a poucos metros de onde vive o Papa.

Rezemos pela pureza dos corações dos nossos sacerdotes.

João Silveira

Via: Senza Pagare

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Falece um dos autores das Dubias, o Cardeal Meisner

Faleceu na madrugada desta Quarta-feira aos 83 anos de idade  o Cardeal Joachim Meisner, Arcebispo emérito de Colônia. O Cardeal Meisner era um dos quatro autores das Dubias entregues ao Papa Francisco com questionamentos sobre a doutrina da Amoris Laetitia, acabou morrendo sem ter uma resposta. 

"Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé" 2Timóteo 4, 7

terça-feira, 4 de julho de 2017

12 novos Sacerdotes para o Rito Tradicional



O Cardeal Burke ordenou em Lindenberg 7 Sacerdotes para a Fraternidade São Pedro, por sua vez Dom Arrieta (Secretário do Pontificio Conselho para Textos Legislativos) ordenou em Bordeaux 5 Sacerdotes para o Instituto do Bom Pastor do qual 2 são brasileiros; na ocasião também foram ordenados 3 diáconos e 1 subdiácono. 
Confira as fotos: 












Via: Senza Pagare e Portais Oficiais do IBP

Vaticano fará de tudo para conseguir transferir Charlie Gard para Roma, diz secretário de Estado

O cardeal fez a declaração depois que o hospital onde Charlie está internado recusou a proposta do hospital do Vaticano de transferir o bebê.



O Great Ormond Street Hospital, a instituição de Londres onde o bebê Charlie Gard está internado desde outubro, recusou a proposta do Hospital Pediátrico Bambino Gesù, de Roma, que se dispôs a acolher o bebê em suas instalações. O hospital inglês diz que não pode trasladar o menino por motivos legais. Porém, o secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, disse que “a Santa Sé fará o possível para superar os obstáculos legais que não permitem a transferência do pequeno Charlie Gard”.
O Bambino Gesù, que pertence à Santa Sé, se disse pronto para receber Charlie “pelo tempo que lhe resta para viver”, segundo disse a sua presidente, Mariella Enoc. O bebê está no centro de uma polêmica que ganhou repercussão mundial depois que o Judiciário britânico deu aval à decisão do hospital em que ele está internado de não permitir que os seus pais o levem aos Estados Unidos para tentar um tratamento experimental.
“A mãe de Charlie, uma senhora muito determinada, entrou em contato comigo e me pediu que a possibilidade de tratamento para o bebê seja verificada. Nossos médicos estão aprofundando essa possibilidade”, disse Enoc nesta terça-feira (04/07). A oferta do Bambino Gesù foi comunicada ao hospital de Londres pelo embaixador italiano Pasquale Terracciano.
Segundo Enoc, Connie Yates, a mãe de Charlie, é “determinadíssima a combater até o fim”. “Não sei se um tratamento é possível”, disse a presidente do hospital. “Os nossos cientistas vão aprofundar o tema e depois falarão diretamente com a família”.
O próprio médico norte-americano que ofereceu um tratamento experimental à família já admitiu, porém, depois de analisar documentos sobre o estado de saúde de Charlie, que “é muito improvável que ele melhore com essa terapia”. Não se conhece cura para a enfermidade de Charlie e o tratamento que ele propõe ainda não foi testado nem em modelos animais. Além disso, o cérebro do bebê já está por demais comprometido para que ele possa apresentar qualquer melhora significativa.
“Na vida há zonas cinzas. É muito difícil dizer se esse caso é de obstinação terapêutica ou não”, reconheceu Enoc. “Assim, me abstenho de julgar essa zona cinza e faço a única coisa que posso, ou seja, dizer que podemos acolher a família e acompanhá-la, como nos pediu o papa”.
O cardeal Parolin disse que “é importante oferecer toda a acolhida”, para que os cuidados com o menino prossigam. “Se pudermos superar esses problemas, assim faremos”, disse o prelado. O ministro das relações exteriores da Itália, Angelino Alfano, disse ainda que deve conversar amanhã, por telefone, com Boris Johnson, titular do mesmo ministério no Reino Unido.
Com informações de La Repubblica.
Via: Sempre Família 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Francisco sepulta era Bento XVI na Congregação para Doutrina da Fé

Trechos do artigo do historiador Alberto Melloni - tradução Moisés Sbardelotto.

"Desde que a Suprema Congregação da Romana e Universal Inquisição foi fundada em 1542, os 46 titulares deixaram o cargo: ou porque foram feitos papas (quatro vezes, incluindo Ratzinger); ou por nomeação a um cargo mais alto (três casos); ou por idade (três casos); apenas dois foram demitidos (Marescotti em 1716 e Panebianco em 1882) já doentes, e os outros morreram no cargo.


Nunca tinha acontecido que um prefeito que ainda não tinha 70 anos de idade e com saúde recebesse a dispensa no milimétrico prazo do seu período de cinco anos que já é fixado como duração de todo mandato renovável: (Francisco)* [...]fez isso com o estilo recolhido e inflexível de quem não tem um desígnio de poder, mas uma urgência evangélica. 

Os porquês dessa licença não são indecifráveis e encontram confirmação no próprio modo em que surgiu a sensacional notícia. O adeus a Müller teve devia ser tornado público pela Santa Sé nesta segunda-feira: mas, depois de sair da audiência da sexta-feira passada, o purpurado se abriu com alguns amigos de comprovada indiscrição, e, à noite, todos sabiam de tudo".

"Com Ladaria – que conhece muito bem a máquina da Congregação e não poderá ser usado ou enganado por alguns, seja no plano teológico, seja no disciplinar – termina a era Ratzinger do ex-Santo Ofício.

Quando João Paulo II, em 1981, levou a Roma o então arcebispo de Munique, ele queria exatamente um juiz e intérprete capaz de transformar em uma política doutrinal o seu magistério pastoral. Ratzinger se prestou de bom grado a servir de juiz e intérprete dogmático do papa: freou-o quando pensava que ele estava exagerando (Wojtyla queria selar uma encíclica sobre a vida com o crisma da infalibilidade; forneceu-lhe a categoria de magistério “definitivo” para domar as discussões difíceis; emprestou-lhe a sua eclesiologia universalista). 

Assim que se tornou papa, Bento XVI não precisava de ninguém: e chamou Levada e, depois, Müller (do qual se esperava o acordo com os lefebvrianos nunca alcançado), mas não lhe deu a púrpura. Francisco manteve Müller e o criou cardeal: deixando-o livre para outro cargo ao término do primeiro mandato, Francisco disse que o seu ministério não precisa de tutores, porque tem no Evangelho sine glossa o seu aguilhão e a sua medida".

*Acréscimo do Editor
Fonte: www.ihu.unisinos.br

sábado, 1 de julho de 2017

Dom Ladaria, novo Prefeito para a Doutrina da Fé


Cidade do Vaticano (RV) – O Santo Padre agradeceu ao Cardeal Gerhard Ludwig Müller ao concluir seu mandato quinquenal de Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé – assumido em 2 de julho de 2012 - e de Presidente da Pontifícia Comissão “Ecclesia Dei”, da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional.
Para sucedê-lo, o Pontífice chamou o jesuíta espanhol Dom Luis Francisco Ladaria Ferrer, Arcebispo titular de Tibica, até agora Secretário da mesma Congregação.
O novo Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé nasceu em 19 de abril de 1944, em Majorca.
Atualmente era Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé e membro ativo da Comissão Teológica Internacional, além de docente de Escatologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, onde reside.
Formado em Direito na Universidade de Madrid (1961-66), Dom Luis Francisco Ladaria Ferrer entrou na Companhia de Jesus em 17 de outubro de 1966, tendo então sido enviado a estudar Filosofia na Pontifícia Universidade de Comillas, em Madrid (1967-1969).
A etapa sucessiva foi cumrpida na Philosophisch-theologische Hochschule Sankt Georgen, em Frankfurt (1968-73), onde obteve o Diploma em Teologia. Foi ordenado sacerdote em 29 de julho de 1973.
Em 1975 obteve o Doutorado em Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, com uma dissertação sobre o  tema “O Espírito Santo em Santo Hilário de Poitiers.
Foi Professor de História dos Dogmas na Pontifícia Universidade de Collimas. Em 1984 foi chamado para ser Professor Ordinário de Teologia Dogmática na Pontifícia Universidade Gregoriana. De 1986 a 1992 foi Vice-Reitor da mesma Universidade.
Membro da Comissão Teológica Internacional em 1992, em 3 de março João Paulo II o nomeou Secretário Geral do organismo, cargo mantido até 22 de abril de 2009.
Desde 1995 é consultor da Congregação para a Doutrina da Fé, para a qual Bento XVI o nomeou Secretário em 9 de julho de 2008.
Ordenado Bispo pelo Cardeal Tarcisio Bertone, teve por co-consagrantes os Bispos William Joseph Levada e Vincenzo Paglia. Bento XVI lhe designou a sede titular de Tibica.
Dom Luis Francisco Ladaria Ferrer faz parte da Comissão da santa Sé para o diálogo com a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, criada em 26 de outubro de 2009, junto com Dom Charles Morerod, Monsenhor Fernando Ocariz – atual Prelado do Opus Dei e Padre Karl Josef Becker, jesuíta, consultor da Congregação para a Doutrina da Fé. (JE)

Via: Rádio Vaticano